sexta-feira, 13 de julho de 2018

Noitário Vampírico: Ordem dos Guerreiros Arcanos - Por Pepe


Uma ordem antiga, mais velha do que qualquer ordem religiosa.

Não sei quantos anos ela tem, mas sei que surgiu algum tempo depois da Ordem dos Cavaleiros Templários ter sido totalmente extinta logo após Jacques de Molay ser queimado pela Inquisição. Naquela época já sendo tão horrível como sempre foi. Por mais compassivo e piedoso que eu seja, desta gente sinto o mais sincero e profundo desprezo. Se tenho chance, elimino algum remanescente, que atualmente age em nome dos Inquisidores Púrpura, os inimigos número um daqueles que prezam a verdadeira liberdade e a execução correta da justiça. Caso perguntem, púrpura é a cor dos uniformes deles.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Notas do Professor Elijah Colman - 04/07/2018: A morte de Eva Perón e seus desdobramentos


Poucas pessoas sabem que aquele 26 de julho de 1952 foi muito mais que somente a partida definitiva da então primeira-dama argentina María Eva Duarte de Perón, que somente os “descamisados” chamavam pelo apelido que hoje todos conhecem: Evita. Às 20h25 minutos daquele dia, ela morreu após ficar em coma devido ao avançado estado do câncer uterino diagnosticado em 1948.

Foi o início, ainda que fôssemos saber somente mais de duas décadas depois, de um verdadeiro boom de Caçadores nascidos entre 1952 e 1967, quando uma quantidade muito acima do que se costumava ter desde que o mundo era mundo veio a nascer. Inclusive uma frase muito atribuída a ela: "Volveré y seré milliones!" tem um novo sentido quando se conhece tal fato. Muitos desses seres infelizmente foram sequestrados pela Ditadura Militar Argentina com propósitos muito pouco nobres e infelizmente uma boa quantia está desaparecida até hoje. Vivos? Não sei. Mortos? Muito provável. Vocês devem se perguntar o porquê de eu dizer isso...

terça-feira, 26 de junho de 2018

Notas da Professora Matilde Olmos y Piñedo - Animorfos:

26/06/2018...

"Notas da Professora Matilde Olmos y Piñedo:

Acerca de los Animorfos...


Por melhores que hoje sejam os avanços tecnológicos que nos permitem ter uma melhor ideia sobre os hábitos e costumes dos chamados animorfos, a verdade é que ainda estamos muito longe de saber tudo o que poderíamos. Não ajudado pelo fato de que boa parte do conhecimento sobre eles costuma ser através de narrativas orais. Muitas delas nem sempre perto da realidade, ainda mais quando os grupos de animorfos existentes que se unem para formar comunidades preferem não ter contato com a civilização conhecida. Motivos não faltam, devo dizer.

O que sabemos sobre:

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Cronograma novo de postagens e Notas do Professor Elijah Colman - Manuel Belgrano:

Oi gente querida, linda e maravilhosa leitora do blog, como vocês estão?

Depois de mais de um mês sem publicar, graças a um conto que me tomou mais tempo do que eu esperava, mas que em compensação terminou uma tetralogia que há tempos eu estava tentando terminar, volto com um cronograma, pois as postagens passarão a ser a cada cinco dias e cada uma com um assunto diversos, porque enfim encontrei o que eu precisava nesse caso. Portanto, vamos ao que interessa e a uma pequena homenagem pelo dia de hoje lá na terra dos Vampiros Portenhos...

terça-feira, 15 de maio de 2018

Os Vampiros Portenhos também amam - Histórias Românticas e Dramáticas:

Boa noite, amados e amadas seguidores do blog. Quem aqui gosta de um romance daqueles bem bonitos e românticos? Daqueles de aquecer o coração e até mesmo ensinar alguma lição para vida? Eu gosto apesar de fazer um tempo que não leio, mas eles me inspiraram a criar duas novas histórias que eu espero que vocês gostem quando eu começar a postar...


Sinopse: Sara Monterrey é uma humilde cigarreira que vive no bairro portenho La Boca na capital argentina Buenos Aires de 1940. Há mais de vinte anos, ela fugiu de casa para casar-se com um rapaz pobre puramente para afrontar o pai, um rico industrial que ela jamais novamente viu. Pelo menos de início. Pois depois ela se apaixonou por ele de verdade, conhecendo o valor do esforço e de fazer as coisas por si mesma, encontrando uma razão para realmente ser feliz. Do casamento, nasceu Teresa, sua filha agora adulta que está para casar-se. O suicídio do marido, por um negócio mal feito, sete anos depois, lhe valeu o apelido de La Amargada Sara.
Ela, porém, nunca perdeu realmente seu coração bondoso apesar de sua única real de razão de sorrir ser a filha. Apesar de toda a amargura que carrega, ainda há espaço para bondade e amor. Razão pela qual, notando algo estranho com suas colegas de trabalho, que há algum tempo parecem cansadas e abatidas, além de constantemente usarem lenços enrolados no pescoço, investiga. A descoberta, porém, a choca profundamente. Sara fica sem saber o que pensar ou até como agir pela primeira vez em anos. A pessoa que ela encontrou, um certo advogado transformado em general, também saiu profundamente mexido daquele embate com a mulher mais corajosa que conheceu em muito tempo.
Ambos, porém, não imaginam que aquele será o pontapé inicial de uma profunda mudança em seus interiores despedaçados por uma vida que não foi nada generosa com eles. Sara e seu inicialmente inimigo se depararão com sentimentos que nunca pensaram ser capazes de reviver. Entretanto, ódios antigos e ressentimentos atemporais podem colocar tudo a perder, no que ambos terão de descobrir o quão longe terão de ir.




Sinopse: Sancha Benavides é uma Caçadora negra. Cornelio Saavedra, um vampiro de pele clara.
Ela, órfã de mãe aos sete anos, foi adotada pelo casal Benavides, Victoria e Luciano, que terminaram de criá-la com todo o amor e fazendo-a ter consciência de que por mais racismo que exista, ela nunca deve baixar a cabeça e sempre ter coragem para encarar os desafios da vida. Além de ter sido ensinada a usar seus poderes de Caçadora para proteger a capital argentina e arredores.
Ele, morto em 1829, tornou-se vampiro através de uma elegante dama vampiresca que o julgou impressionante demais para realmente morrer. Porém, a cruel vingança de um antigo inimigo o deixou preso em sua tumba por cem anos, no que seu corpo enfraqueceu a ponto de quase se mumificar. Além de lhe dar como consequências uma brutal claustrofobia e um gigantesco arrependimento pelo passado, pois este fez questão de fazê-lo testemunhar as mudanças do mundo, no que ele percebeu que mais errou do que acertou.

Em teoria, deveriam ser inimigos, tanto por diferenças de natureza quanto sociais. Porém, a música, um ponto em comum que ambos possuem, os une como amigos. Por trinta anos, entre tango, rock, pop, samba, jazz, blues, soul, funk, grunge, punk, zamba gaucha, chamamé, folclórica, campeira, MPB e tantos outros ritmos do mundo todo, a amizade virará um grande amor que nem mesmo uma iminente guerra sobrenatural será capaz de frear. Porém, ressentimentos passados e um ódio jamais morto podem colocar tudo a perder para ambos, que precisarão de toda a sua força para permanecerem unidos. 

Encerrando o post, deixo com vocês uma música que particularmente me comove sempre que eu escuto e que tem TUDO a ver com uma das histórias, que desafio vocês a adivinhar qual...

terça-feira, 24 de abril de 2018

Continuação de Aquela tarde de junho em Medellín... e proposta enfim concluída de parceria...



E depois de mais de quinze dias sem postar, de novo, eu enfim retorno com a continuação com certeza tão aguardada do conto Aquela tarde de junho em Medellín, que pode ser lido aqui. Mas primeiro, eu enfim vou colocar os termos da parceria que quero fazer com cada alma maravilhosa que já encontrei nessa blogosfera...
Bem, como todos sabem, eu sou desempregada. Embora no momento esteja traduzindo textos para a minha prima Alejandra, que mora na Espanha. Não parece muito, mas é um trabalho. Ainda que os ganhos com ele, que ainda virão, não serão suficientes para pagar uma gráfica e fazer mimos como com certeza eu amaria fazer. Ainda mais porque envolveria todo um projeto gráfico, incluindo criar um site próprio, coisa da qual eu honestamente não entendo muito e com certeza contratar um profissional não sairia muito em conta para mim nesse momento.
Então, vamos aos termos...

1 - Como eu ainda estou editando os contos e fazendo uma boa revisão neles, além de estar pensando em novos (caso não estejam informados, é a série Plantão de Polícia), eu mandaria a cada três semanas algo a vocês.
2 - Envio uma degustação do meu primeiro livro já pronto, chamado A Alabarda e a Rosa, que é de um "nicho" chamado Os Vampiros Portenhos Além do Prata, já que a história, apesar de se passar na Itália, está no mesmo universo. Que caso alguém não saiba, ainda, foi batizado desse modo porque as histórias dele, inicialmente, se passavam todas em Buenos Aires (cuja capital de província é a cidade de La Plata), cujos habitantes são chamados de portenhos em razão de que quem nasce na capital argentina não é bonaerense (são os que nascem fora da Cidade Autônoma de Buenos Aires, que basicamente equivale ao nosso Distrito Federal), e sim portenho. No entanto, o nome do meu universo abrange tudo o que está dentro dele.
3 - Em troca de resenhas, cujas opiniões nelas contidas são de total responsabilidade de quem está escrevendo, o que posso oferecer, pelo menos por agora, é a divulgação dos posts dos blogs de vocês e comentários nas postagens.

Colocados os termos, cabe a vocês aceitarem, se concordarem com os mesmos e entrarem em contato comigo por um dos e-mails que colocarei aqui: ladytrotsky@hotmail.com e ladytrotsky@gmail.com.

Agora, que tal um conto para ajudá-los a pensar sobre isso?

sábado, 7 de abril de 2018

Um caminho para o destino (Un camino hacía el destino) - Conto Introdutório


Sinopse: Uma história sobre amar verdadeiramente, mudar, crescer, conhecer, se tornar alguém melhor, aceitar que o mundo muda e o tempo passa.
Emiliano Azurra, um vampiro de 125 anos, tornou-se assim graças a um Ancestral às portas da morte. Transformado em algo que nem ele mesmo entende por completo, viu-se acolhido por uma bruxa, Felicia Morresi, que inicialmente o odiou por suas más ações como um grande latifundiário e líder político nos fins do século dezenove na Argentina. Por ela salvo da insanidade total causada pelo frenesi do poder, viu-se com uma escolha: ou mudava ou morria.
O passar do tempo, porém, o fez conviver intensamente com as maiores transformações que o mundo passou e também com a pessoa sensível e bondosa que Felicia se revela em determinadas situações. Além de fazer nascer entre ambos um forte sentimento cuja força muitas vezes é desdenhada por muitos. Que despertará todas as desconfianças possíveis e fará vir à tona todos os sentimentos reprimidos em relação às ações da bruxa, conhecida por não poupar esforços em punir quem merece, além de jamais desperdiçar oportunidades de ter aliados poderosos, cujas vantagens ela não hesita em usar. E os inimigos não hesitarão em usar de todos os recursos para impedir que esse romance floresça.
Os dois, porém, estão prontos para enfrentar tudo e todos em nome de trilhar o seu caminho para o destino: o amor.


O Vampiro Arqueiro


O menino nasceu no primeiro dia do signo de Sagitário de 1845. Os pais, imigrantes espanhóis, fiéis serviçais da fazenda Villa Real, batizaram–no como Emiliano Pedro, homenageando os avós. Apenas um dia após o nascimento, registraram–no como Emiliano Pedro Luján Azurra.

Conforme os meses foram passando, o bebê mostrava–se muito curioso e inteligente. Os donos da fazenda, incapazes de gerar filhos, escolheram–no como afilhado e de tudo lhe deram desde a mais tenra idade. Encantaram–se por quão bonita era aquela criança. E por como o nenê olhava quando pessoas estranhas se aproximavam e quando um objeto desconhecido estava por perto.

Ainda mais encantador Emiliano tornou–se quando virou animalzinho sob duas patas. Corria feito um leopardo pela fazenda, tão rápido que nem mesmo os mais hábeis peões davam conta de pegá–lo quando a madrinha, quase louca de preocupação, o pedia. Subia nas árvores feito um “monito” e acertava, de brincadeira, frutinhas em todos que passavam. E era fascinado pelos indígenas que ali trabalhavam, especialmente por um que manejava arco e flecha com habilidade ímpar.

Foi quando, no aniversário de cinco anos, o pequeno Emiliano pediu de presente um arco e uma aljava de flechas. Os pais e padrinhos estranharam aquele pedido, afinal, por que uma criança iria querer aprender a manejar algo tão perigoso? No fim, lhe deram. De brinquedo. Explicaram ao pequeno que ele, no momento, deveria manejar coisas sem ponta porque as cortantes podiam machucá–lo.

O que sucedeu em seguida foi surpreendente. O menino, apenas observando, já manejava o arco com maestria quase adulta. E possuía uma inacreditavelmente acurada pontaria, mesmo as flechas sendo de mentira. Não que o índio não quisesse ensiná–lo, mas achava melhor não travar aproximação, afinal, ele era afilhado dos patrões. Admitia, porém, que o pequeno Azurra tinha muito talento.

Os anos novamente foram passando. Emiliano mostrava um talento cada vez maior para o arco e flecha. E uma pontaria cada vez mais mortalmente acurada. Não raro alguns dos peões reclamavam que o menino, só de diabrura, acertava seus chapéus. Os padrinhos respondiam que eles não tinham nada para se preocupar, pois o rapazinho não fazia por mal.

O rapazinho, por sua vez, tornou–se um moço muito bonito anos após. Azurra tinha dezessete anos quando o padrinho, após anos de ensinos, lhe deu um revólver. Na opinião do fazendeiro, homem tinha que aprender a manejar armas de fogo. Não negava, porém, que o arco e a flecha eram úteis à longa distância. O agora jovem Emiliano andava armado tanto com o revólver quanto com seu inseparável arco de madeira e suas afiadíssimas flechas, cuidadosamente organizadas, em uma aljava presa às suas roupas.

Embora ele admitisse que atirava bem, o jovem preferia mil vezes seu arco e flechas. E ele estava certo.